Ah, e dizer que isto vai acabar, que
por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se
ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca
mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce
arde, arde, flameja. Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre
do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja.
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