Estou aqui. De pedra. De aço. Mesmo passando por depressões e por uma lavagem estomacal. Mesmo deixando de acreditar no amor como ele realmente deveria ser. Foi difícil parar de sentir. Demorou muito e doeu um bocado. Foi preciso muito treino. Mas é assim que funciona agora. E assim vai ser por um longo tempo. Acordo, tomo um banho e lavo minha alma.
Confesso: Gosto de fugir! E, em vez de pensar na lista de pendencias do dia seguinte, imagino a casa na árvore que construiria numa ilha deserta. Ou como seria respirar debaixo d'água, viajar no tempo, ter quatro braços, ler pensametos… De outras, me vejo aventureira e planejo como escapar de índios canibais, atravessar um labirinto, sobreviver ao deserto... Há dias que me coloco em outras vidas - como seria se eu fosse indiana, detetive ou tocasse sanfona? Se não dá vida aos sonhos, ao menos nos deixam mais perto das vida que sonhamos. Imaginar é o maior dos super poderes!