Estou dentro dos grandes sonhos da
noite: pois o agora já é de noite. E canto a passagem do tempo: sou ainda a
rainha dos medas e dos persas e sou também a minha lenta evolução que se lança
como uma ponte levadiça num futuro cujas névoas leitosas já respiro hoje. Minha
aura é mistério de vida. Eu me ultrapasso abdicando de mim e então sou o mundo:
sigo a voz do mundo, eu mesma de súbito com voz única.
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